Ministério Público: da chacota à humilhação

Ponto e vírgula | Por Adriana Bezerra | 1 mês atrás | 399 |

O Ministério Público já vinha sendo alvo de chacota em suas  tentativas inglórias de ouvir Flávio Bolsonaro e seu motorista Fabrício Queiroz.

Eles, literalmente, sambaram na cara dos procuradores escalados para investigar a fábrica de dinheiro de Queiroz e suas generosas doações à família Bolsonaro.

Indo às TVs e faltando aos depoimentos, pareciam desafiar o MP a quebrar a aura de inimputabilidade da primeira-família.

Agora sabemos que não se tratava apenas de um espectro. Era real.

Com um pedido, cujas alegações estão mantidas em segredo, Flávio Bolsonaro amarrou as mãos dos procuradores.

E quem diria que no País da Lava Jato, das conduções coercitivas, das prisões em segunda instância e das delações que ensejam encarceramentos sumários, um suspeito teria acolhimento de um ministro da suprema corte para suspender as investigações que podem prejudicá-lo?

Flávio conseguiu isso de Luiz Fux.

Restou ao MP colher o vexame.

Desautorizado a dar sequência a uma investigação que nunca conseguiu fazer sair do lugar.