Xícaras de generosidade

Crônicas da vida real | Por Adriana Bezerra | 2 semanas atrás | 113 |

Reúna um revitalizado Pavilhão do Chá, artistas cantando por bons motivos (mesmo sem cachê) e gente com vontade de fazer o bem e está montado o cenário do Chá Solidário, que a primeira-dama da Capital Maísa Cartaxo comanda com visível carinho, há pouco menos de um ano, na Capital.

Ontem ela realizou sua décima edição.

A segunda no Pavilhão do Chá – onde Maísa pretendia, desde o princípio, encher suas xícaras de solidariedade. Faltava a revitalização, alvo de pedidos constantes ao marido-prefeito.

Conseguiu.

O Chá Solidário agora é servido no Pavilhão – levando a normalmente desmemoriada gente pessoense a um túnel do tempo.

Erguido no final da década de 20 por João Pessoa, era a extensão do pátio do Palácio do Governo, destinado ao serviço do “chá das cinco” – e não pergunte porque a Paraíba de João Pessoa tinha hábitos tão ingleses…

O chá servido no Pavilhão do século XXI, porém, é encorpado com ingredientes mais realistas: ajudar entidades que cuidam de pacientes com câncer, idosos abandonados pelas famílias, pessoenses de tantas e tão sortidas carências.

Ao longo dessa dezena de chás, mais de duas mil pessoas experimentaram dessas xícaras de generosidade.

E o centro da Capital ganhou mais graça. Com música e gente vestida de solidariedade.